Ontem pela janela do meu carro observava a cidade a acordar,
um taxi quebrado interrompe o trânsito, um motoqueiro “dialoga” com um
motorista, outro quase bate no seu colega (fisicamente já está provado, dois
corpos não ocupam o mesmo espaço...), os ônibus passam lotados, enfim, a cidade
que aos poucos vai despertando parece não mais se lembrar do fim de semana que
acaba de terminar, reinicia no mesmo pique da última sexta-feira. Pois é, viver
numa grande cidade nos permite ter acesso a muitos benefícios, escolas de
ponta, melhores hospitais, oportunidades de trabalho, templos de consumo, etc.
No entanto, a vida nas grandes cidades gera uma série de
desconfortos, entre eles, o estresse do dia a dia, reflexo mais visível da vida
intensa e frenética das metrópoles. Isso me faz lembrar do convite (na verdade
bordão) da Universal Studios “ escape from reality”! Sim, de tempos em tempos,
precisamos sair da nossa rotina, vivenciar novas experiências, conhecer coisas
diferentes, enfim, colocar o nosso cérebro para funcionar de forma diferente do
nosso dia-a-dia.
Uma viagem tem potencial e pode contribuir de maneira ímpar
nessa “fuga da realidade”. Para melhor aproveitar essa fonte de
“rejuvenescimento” é importante conhecer o fator que o motiva, por exemplo, se
você é daqueles que não vive sem uma praia por perto, muito provavelmente, se
frustrará se for visitar as montanhas frias e nevadas dos Alpes.
O importante
para relaxar e aproveitar ao máximo os momentos de descanso é fazer aquilo que
justamente nos deixa mais a vontade. As
vezes, uma caminhada tranqüila, um sorvete com a criançada, a descoberta de
coisas novas ou, simplesmente, ver a vida passar do banco de uma praça (que tal
a Piazza Navonna ?) pode propiciar uma relaxamento muito maior do que aquelas
agendas lotadas e apertadas onde ao final do roteiro chegamos com uma sensação
de cansaço maior do que quando iniciamos. E não se engane, se a fonte do nosso
estresse é o trânsito pesado e caótico da nossa cidade além da luta incessante
contra o tempo, o melhor a fazer é justamente inverter o jogo, ou seja buscar
aquelas atividades que no nosso dia a dia não conseguimos executar, quer por
falta de tempo quer por falta de interesse em desbravar a nossa própria cidade.
É hora de relaxar.