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4 estações

Ontem observando pela  janela o cinza da cidade realçado pelo céu nublado, chuva fina e constante que insiste em nos visitar, pensei que ainda não está frio, porém, a simples ausência do sol parece nos incomodar e lembrar que o verão se foi e o inverno se aproxima. Claro, cada estação com a sua alegria e energia própria o que importa, de verdade, é o seu estado de espírito. Assim, às vezes, temos a certeza de que o ambiente externo é o que menos importa desde que estejamos felizes e motivados internamente. E se essa máxima for verdadeira, o que melhor do que uma viagem para nos motivar nesses dias cinzentos?



Bem, no que depender da avalanche de propaganda sobre viagens e turismo que recebemos no dia a dia não teremos dificuldade em pensar em algo para as nossas próximas férias mas... ops eu escrevi turismo! Isso mesmo, mas, me pergunto, pode haver turismo numa viagem onde o objetivo principal é fazer compras?

Ok, tudo bem, por que não juntar o útil ao agradável mas... Quando penso em turismo, o que vem a minha mente é aquele desejo de conhecer um lugar diferente, observar as pessoas, entender o cotidiano deles ou seja, se deslocar do “ nosso mundo real” e aterrissar em outra “ atmosfera”. Percorrer as calçadas, ver o movimento das pessoas, observar calmamente a cidade acordar, enfim, fazer tudo aquilo que você deseja fazer quando está em sua terra natal, porém, não o faz devido a “falta de tempo”, causado pelo trabalho/estudo. O turismo, como conceito original, tem a ver com as atividades que as pessoas desenvolvem fora do seu “habit” natural com o objetivo de lazer, ou seja, descansar! Nesse sentido, já me peguei várias vezes tomando um sorvete numa praça, um café num bistrô, uma caminhada num parque, etc...tudo esperando e contemplando o tempo passar.

Ok, você pode dizer que “time is Money” e, portanto, café ou outro comestível pode aguardar até o retorno ao lar. Ademais, não haveria mal algum em se fazer algumas comprinhas em Miami (ou mesmo em Cidad de Leste), por exemplo. De fato, pode ser que não haja, mas, turismo, é algo mais emblemático e revigorante. Perpetua-se, não se desfaz devido a ação do tempo!

Enjoy your next trip!

Viajante de primeira viagem - Europa

 Dia desses, vendo a revista Época leio que os brasileiros nunca viajaram e gastaram tanto dinheiro no exterior quanto em 2011.
 Os cinco países mais visitados pelos brasileiros foram: Estados Unidos, Argentina, França, Portugal, Itália...
 Bem, pelo ranking apresentado, nada de novo ou surpreendente.
 Viagens, por si só, são excelentes se for para o exterior melhor ainda.
 Além de revigorante, uma viagem ao exterior, possibilita uma experiência de vida muito vibrante na medida em que nos faz sentir e vivenciar a diversidade de cultura e valores de outras sociedades que, na maioria das vezes, só tomamos conhecimento por meio de filmes ou novelas especialmente ambientadas nesses lugares.
 Para muitos, porém, um dilema que comumente se apresenta, principalmente para os viajantes de primeira viagem, refere-se ao tempo de permanência e a quantidade de lugares a serem visitados.
 Minha recomendação nesses casos é avaliar qual a probabilidade de retorno ao lugar visitado. Quanto mais improvável for a hipótese de retorno mais interessante é aumentar o tempo de permanência na primeira viagem nas cidades/localidades escolhidas. Por exemplo, as grandes capitais européias Londres, Paris, Roma, etc, por si só apresentam inúmeros pontos turísticos e de interesse geral que não é difícil esticar a permanência por 8 ou 10 dias. Se você tem 15 dias de “recesso” e pretende viajar sugiro o roteiro Londres-Paris-Roma que adequadamente se enquadra  nesse conceito – minha sugestão 6-5-4 dias respectivamente em cada cidade. 



Catedral Notre-Dame de Paris

Veja, não que essa quantidade de dias permitirá você sair um especialista em cada cidade, muito pelo contrário, você perceberá que existem tantas coisas a serem vistas e exploradas que roteiros menores não farão você se sentir parte do dia-a-dia. Por exemplo, você pode fazer um “tour guiado” pelo Coliseu em Roma entrar, fotografar e sair para o próximo ponto turístico, porém, para os amantes do “ slow food”, sim aquele movimento nascido na própria Itália com o objetivo de fazer as pessoas aproveitarem e relaxarem durante a refeição – contraponto ao “ fast-food” americano – por que não aproveitar para almoçar ou simplesmente tomar uma boa taça de vinho tendo ao fundo o Coliseu?




Bjs e até...

Nova York, também, para crianças

Pessoal, sei que estamos no meio do caminho, saímos das férias de Janeiro e estamos no meio do caminho para as férias de julho, mas tão bom quanto viajar é o tempo que dedicamos ao planejamento da viagem.
E por falar em planejamento, um das primeiras coisas que vem a mente quando viajamos com crianças é o melhor lugar para levá-las. Via de regra, desejamos um lugar que satisfaça não só os grandões, mas  também (ou principalmente) os baixinhos.
Uma dica, muito legal, é Nova York. Muitos podem pensar que Nova York, por ser uma metrópole, não oferece opções de entretenimento aos nossos pequenos. Mas ao visitar a Big Apple, você perceberá que essa cidade possui, além do encantamento natural, diversas opções para a família toda.
O Central Park por si só já é um passeio. Você pode alugar uma bicicleta e percorrer o parque inteiro (se tiver fôlego!), depois tomar um sorvete nos diversos carrinhos espalhados pelo parque, ir ao mini zoológico (o mesmo do Madagascar), ao parque de diversões, se tiver sorte ouvir um concerto ou assistir os grupos de artistas dançando hip-hop, principalmente aos domingos.
Se quiser relaxar, no verão, você pode almoçar ou simplesmente aproveitar um lanche no restaurante (Boat House) que fica ao redor do lago, com uma vista de Hollywood. Mas Nova York não é só o Central Park, você pode escolher entre as inúmeras peças que rolam na Broadway. A do  Homem Aranha é simplesmente espetacular e agrada a todos.
Outro passeio que a galera vai adorar é a visita ao Museu de História Natural, com diversos esqueletos de dinossauros para serem apreciados, e o Metropolitan Museam, onde a criançada vai aprender muito sobre história.
Um passeio até a Estátua da Liberdade, por si só, já é um passeio.
Ah, outro ponto que considero legal, o fuso horário (São Paulo / Nova York) é bastante amigável (somente uma hora no verão deles) o que reduz bastante a nossa ansiedade.
É isso aí, passaporte e visto na mão e boa viagem!

Restaurante BoatHouse Central Park - NY